Problemas técnicos retiveram a única aeronave com as cores da GOL, dedicada à rota, no JFK.
(Daniel R.Carneiro / Aviação, Cruzeiros & Turismo; foto: Daniel R.Carneiro / DRC Imagem)
Por problemas técnicos que impediram sua partida na noite de sábado (5 de novembro), o Airbus A330-200 EC-NBN (dedicado aos voos entre Rio e New York e único wide-body do Grupo ABRA pintado nas cores da companhia brasileira) ficou retido no aeroporto JFK.
Desde o lançamento da rota, demonstramos a preocupação sobre a existência ou não de um plano de contingência caso a única aeronave de fuselagem larga com as cores da GOL, e também a única dedicada à rota, ficasse impossibilitada de voar em caso de um eventual problema técnico ou incidente (como por exemplo um birdstrike, em que o avião colide com uma ou mais aves durante o pouso ou decolagem, o que não é muito incomum em aeroportos brasileiros e que obriga à parada do avião para revisão e possíveis reparos exigidos). Essa preocupação deveu-se aos sucessivos problemas que uma outra companhia brasileira enfrentou há alguns meses em seus primeiros voos entre Recife e Madri, operado por um Boeing 767 fretado de uma operadora charter europeia.
Mas este primeiro incidente demonstrou que o grupo ABRA (do qual a GOL faz parte), estava preparado para uma eventualidade como esta: rapidamente uma outra aeronave de uma das empresas-membro um Airbus A330-300 com prefixo EC-OLG da Wamos Air (mesma empresa a que pertence o A330-200 que está nas cores da GOL, arrendado até a chegada dos novos Airbus A330neo para a companhia brasileira), foi designado para cobrir a rota, e a chegada ao Rio de Janeiro ocorreu com apenas 3 horas de atraso.
Às 12:55h o A330-300 espanhol pousou, sob fortes chuvas mas em segurança, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Ainda não temos informações se o voo GLO7001 de hoje já será cumprido com a aeronave nas cores da GOL ou novamente com um avião na pintura original da Wamos Air.

