(fonte: ALTA; foto: Daniel R.Carneiro / DRC Imagem)
Em maio de 2026, a carga aérea internacional transportada de, para e dentro da América Latina e do Caribe alcançou 343.966 toneladas métricas, um crescimento interanual de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O Brasil e a Colômbia explicaram a maior parte do aumento registrado no mês. O Brasil alcançou o segundo maior volume mensal de carga aérea internacional desde o início da série histórica, enquanto a Colômbia registrou o maior volume para um mês de maio. Em contraste, o México voltou a registrar contração, embora mantenha crescimento acumulado no ano.
Carga aérea internacional em maio de 2026: principais resultados:
- Brasil e Colômbia explicaram a maior parte do crescimento regional.
- Brasil movimentou 82.371 toneladas (+6,3%) e a Colômbia 76.113 toneladas (+7,7%), compensando as quedas registradas no México e no Equador.
- O Brasil registrou o segundo maior volume mensal de carga aérea internacional desde o início da série histórica. O país completou três meses consecutivos de crescimento. O aumento foi acompanhado por maiores volumes para a Alemanha (+16,2%), Colômbia (+26,9%), Itália (+12,9%) e Espanha (+8,5%), enquanto o corredor com os Estados Unidos recuou 3,0%.
- A Colômbia alcançou recorde para um mês de maio. O corredor com os Estados Unidos respondeu por cerca de 60% das toneladas adicionais transportadas no mês. Entre os mercados regionais, destacou-se o Chile, cujo volume praticamente dobrou em relação a maio de 2025. Esse aumento coincidiu com crescimento superior a 20% nas exportações chilenas de salmão e truta para a Colômbia.
- O Peru registrou o maior crescimento percentual entre os principais mercados da região. A carga aérea internacional aumentou 10,3%, recuperando-se da queda observada em abril. O corredor com os Estados Unidos explicou boa parte do aumento, acompanhado por maiores volumes com Chile, Brasil e Equador.
- O México voltou a registrar contração. A carga aérea diminuiu 4,4%, principalmente devido às reduções observadas nos corredores com Hong Kong (-30,2%) e Alemanha (-14,4%). Em contraste, o corredor com os Estados Unidos aumentou 1,8% e a Espanha (+21,6%) consolidou-se como o segundo maior corredor internacional de carga do país em maio.
- Os principais corredores com os Estados Unidos apresentaram resultados distintos entre os mercados. México (+1,8%) e Colômbia (+7,6%) aumentaram seus volumes, enquanto Brasil (-3,0%), Peru (-5,0%) e Chile (-0,2%) registraram reduções frente a maio de 2025.
- O mercado entre a Espanha e a América Latina e o Caribe manteve crescimento. México (+21,6%), Colômbia (+3,0%) e Brasil (+1,2%) registraram aumentos em maio, enquanto Peru (-13,8%) e Chile (-12,8%) reduziram seus volumes.
“Os dados de maio refletem um desempenho sólido da carga aérea na América Latina, impulsionado principalmente pelo Brasil e pela Colômbia, que registraram seus melhores resultados em vários anos. Apesar do aumento de custos e dos desafios logísticos decorrentes do conflito no Oriente Médio, a região demonstrou importante capacidade de adaptação. No entanto, o comportamento do comércio continua desigual entre os mercados, por isso será fundamental seguir monitorando sua evolução ao longo do restante do ano. Para sustentar esse crescimento, a indústria precisa de um ambiente que promova a competitividade, o investimento e regras claras para todos os atores”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.
A análise completa deste relatório, incluindo o detalhamento por país, está disponível em https://cdn-alta-content.s3.sa-east-1.amazonaws.com/publications/reporte_carga_may26_vf-rev-pt-6218.pdf
Sobre a ALTA – Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (www.alta.aero)
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