Perturbações de curto prazo não afetarão o crescimento da aviação no longo prazo. A frota mundial de aeronaves comerciais deverá crescer quase 80% até 2045.
(fonte: Boeing; imagem: Divulgação)
Farnborough, Reino Unido, 18 de julho de 2026 – A Boeing [NYSE: BA] projeta que as perturbações de curto prazo não afetarão de maneira significativa o crescimento da indústria da aviação no longo prazo, enquanto a demanda por viagens aéreas deverá dobrar nos próximos 20 anos. A frota mundial de aeronaves comerciais deverá crescer quase 80%, superando 50 mil unidades até 2045, à medida que companhias aéreas e operadores de carga ampliarem sua capacidade.
A Boeing divulgou sua Perspectiva do Mercado de Aviação Comercial de 2026, o Commercial Market Outlook (CMO), prevendo que os operadores precisarão de quase 44 mil novas aeronaves para atender à demanda sustentada por viagens aéreas e à expansão do transporte de carga aérea durante os próximos 20 anos.
Antes do Farnborough International Airshow, a Boeing divulgou sua Perspectiva do Mercado de Aviação Comercial de 2026, o Commercial Market Outlook (CMO), prevendo que os operadores precisarão de quase 44 mil novas aeronaves para atender à demanda sustentada por viagens aéreas e à expansão do transporte de carga aérea durante os próximos 20 anos. Metade dessas entregas deverá substituir aeronaves de gerações anteriores por modelos mais eficientes no consumo de combustível, além de contribuir para o cumprimento das metas de sustentabilidade.
“As companhias aéreas estão se adaptando rapidamente para administrar as limitações de curto prazo da indústria, enquanto a demanda por viagens aéreas permanece resiliente”, afirmou Brad McMullen, vice-presidente sênior de Vendas e Marketing Comercial da Boeing. “Essa demanda está impulsionando a necessidade de ampliar e modernizar a frota mundial, ressaltando a importância de novas aeronaves mais eficientes no consumo de combustível, que desempenharão um papel cada vez mais vital na conexão entre pessoas e economias ao redor do mundo.”
Como a crise no Oriente Médio está afetando o transporte aéreo mundial de passageiros?
- No curto prazo, os passageiros estão ajustando seus destinos e itinerários, em vez de desistirem de viajar.
- Os segmentos de lazer em voos ponto a ponto e de curta distância lideram o crescimento do tráfego, enquanto as viagens de longa distância em algumas regiões, incluindo o Oriente Médio, sofreram os maiores impactos no curto prazo.
- No longo prazo, o transporte aéreo continuará conectando o mundo por meio de fatores duradouros de demanda, entre eles famílias e redes de amigos mais amplas e geograficamente dispersas, o crescimento do turismo e do número de destinos, além do comércio e das atividades empresariais.
- O tráfego de passageiros deverá crescer 4% ao ano, resultando na duplicação do tráfego aéreo mundial entre 2026 e 2045.
Quais estratégias as companhias aéreas estão adotando para inovar e expandir suas operações?
- Desde 2015, as companhias aéreas acrescentaram quase 5.500 novas ligações entre aeroportos, impulsionando um crescimento de quase 30% das redes e oferecendo aos passageiros mais opções e itinerários diretos.
- As companhias aéreas estão ampliando os diferentes níveis de serviço, desde o segmento de ultrabaixo custo até o premium, conforme as necessidades da viagem, o valor percebido pelos passageiros e as condições de mercado.
- As ofertas premium estão crescendo, especialmente na América do Norte e no Nordeste da Ásia, sustentadas pelo aumento da renda e pelos efeitos da valorização patrimonial.
- As opções de baixo custo estão se expandindo em mercados emergentes, como América Latina, Europa Oriental e Sudeste Asiático, tornando as viagens mais acessíveis.
- Sem os ganhos de eficiência e produtividade proporcionados pelas novas aeronaves, as companhias aéreas precisariam de 9 mil aviões adicionais para transportar a mesma quantidade de passageiros.
Como a demanda por aeronaves evoluirá nos próximos 20 anos?
- A demanda permanece equilibrada entre as quase 44 mil novas aeronaves cuja entrega está prevista para as próximas duas décadas.
- Regiões maduras, incluindo América do Norte, Eurásia, Oceania e Nordeste da Ásia, responderão por aproximadamente 45% das novas entregas.
- Mercados emergentes e em transição, como China, Oriente Médio, América Latina, Sul e Sudeste Asiático e África, representarão aproximadamente 55% das novas entregas.
- As frotas das companhias aéreas de baixo custo deverão crescer quase 4% ao ano, em comparação com um crescimento de aproximadamente 3% para as companhias aéreas de rede.
- Globalmente, a demanda por substituição de aeronaves está aumentando à medida que mercados maduros e em transição renovam suas frotas. Até 2045, menos de 10% das aeronaves de gerações anteriores deverão permanecer na frota mundial.
Qual é o desempenho atual da carga aérea e como esse mercado mudará nos próximos 20 anos?
- A demanda por carga aérea permanece resiliente, enquanto os operadores adaptam rotas e fluxos em resposta às questões geopolíticas.
- A capacidade internacional de aeronaves cargueiras aumentou 5% no acumulado de 2026, apesar das perturbações do mercado, ressaltando a flexibilidade e a agilidade das redes de carga aérea para atender à demanda.
- Até 2045, o tráfego de carga aérea deverá crescer aproximadamente 3,7% ao ano, superando o crescimento do comércio e da economia.
- A demanda é sustentada pela necessidade de transportar mercadorias de alto valor, perecíveis e sensíveis ao tempo, assim como pela busca por maior confiabilidade das cadeias de suprimentos e pelo comércio eletrônico internacional.
Novas entregas, 2026–2045
- Aeronaves de fuselagem estreita e corredor único): 33.545
- Aeronaves de fuselagem larga (widebodies): 7.715
- Aeronaves regionais: 1.435
- Aeronaves cargueiras: 930
Total: 43.625
A indústria e o CMO 2026 em números
- O tráfego de passageiros cresceu apesar de variações de dois dígitos nos preços do petróleo em 17 dos últimos 25 anos.
- Metade das 5.500 novas rotas acrescentadas à rede mundial durante a última década é operada diariamente ou com maior frequência.
- As companhias aéreas obtêm quase metade de suas receitas com passageiros premium, transporte de carga e fontes de receitas auxiliares.
- A frota mundial de aeronaves de corredor único quase dobrará, superando 36 mil unidades. Essas aeronaves atenderão às principais redes de curta distância e serão responsáveis por mais da metade de toda a capacidade mundial.
- Mais de 8 mil aeronaves de fuselagem larga estarão em operação em 2045, viabilizando rotas de passageiros de longa distância, uma experiência aprimorada aos passageiros e uma capacidade essencial de transporte de carga aérea.
- O crescimento do tráfego de carga aérea e a necessidade de cargueiros de nova tecnologia para a renovação da frota impulsionarão a demanda por mais de 2.900 aeronaves cargueiras novas e convertidas.
Desde 1961, a Boeing publica o CMO, considerado a análise mais abrangente da indústria da aviação comercial. A perspectiva completa para 2026 está disponível em boeing.com/cmo.
A Boeing também publicou hoje a edição anual da Perspectiva do Mercado de Serviços Comerciais, o Commercial Services Market Outlook, e a Perspectiva para Pilotos e Técnicos, o Pilot and Technician Outlook, referentes ao período de 2026 a 2045.
Uma das principais empresas aeroespaciais do mundo e maior exportadora dos Estados Unidos, a Boeing desenvolve, fabrica e presta serviços de suporte a aeronaves comerciais, produtos de defesa e sistemas espaciais para clientes em mais de 150 países. Sua força de trabalho nos Estados Unidos e em outros países, juntamente com sua base de fornecedores, impulsiona a inovação, as oportunidades econômicas, a sustentabilidade e o impacto positivo nas comunidades. A Boeing está comprometida com o desenvolvimento de uma cultura fundamentada em seus valores essenciais de segurança, qualidade e integridade.
Observação relativa a declarações prospectivas
Este documento contém “declarações prospectivas”, conforme definido pela Lei de Reforma de Litígios sobre Títulos Privados de 1995 dos Estados Unidos. Palavras como “pode”, “irá”, “deverá”, “espera”, “pretende”, “projeta”, “planeja”, “acredita”, “estima”, “tem como meta” e “prevê”, assim como outras palavras ou expressões semelhantes, ou suas formas negativas, geralmente podem ser utilizadas para ajudar a identificar essas declarações prospectivas.
Entre os exemplos de declarações prospectivas estão aquelas relacionadas à demanda futura por aeronaves comerciais e profissionais da aviação, assim como qualquer outra declaração que não esteja diretamente relacionada a um fato histórico ou atual.
As declarações prospectivas são baseadas em expectativas e premissas que consideramos razoáveis no momento em que são formuladas, mas que podem não se mostrar corretas. Essas declarações não constituem garantias e estão sujeitas a riscos, incertezas e mudanças nas circunstâncias que são difíceis de prever.
Diversos fatores, incluindo as condições econômicas nos Estados Unidos e em outros países, as condições gerais da indústria que possam afetar a Boeing ou seus clientes e outros fatores importantes divulgados anteriormente e periodicamente nos documentos apresentados pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC), podem fazer com que os resultados efetivos sejam material e desfavoravelmente diferentes daqueles indicados nessas declarações prospectivas.
Qualquer declaração prospectiva é válida somente na data em que é formulada, e não assumimos nenhuma obrigação de atualizá-la ou revisá-la em razão de novas informações, acontecimentos futuros ou outras circunstâncias, exceto quando exigido por lei.
