O número corresponde a 90% dos órgãos, tecidos e profissionais de saúde transportados no período.
(fonte: ABEAR; foto: Daniel R.Carneiro / DRC Imagem)
As companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente 78 mil itens para transplante entre 2014 e 2025. O número representa 90% do total de órgãos, tecidos (córneas, pele, osso, cartilagem e válvulas cardíacas, por exemplo) e profissionais de saúde transportados. Isso significa que, de cada dez itens, nove cruzaram os céus do país pelas aeronaves das empresas aéreas brasileiras.
Entre janeiro e agosto de 2026, foram transportados 1.152 órgãos e 4.860 itens. Os dados são da Central Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e foram consolidados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Neste domingo (27/09), foi comemorado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.
Para o presidente da ABEAR, Juliano Noman, a indústria da aviação cumpre papel social de grande relevância ao transportar de forma gratuita e prioritária órgãos e tecidos para transplante. “Com esse compromisso, as companhias aéreas oferecem a sua contribuição para o sucesso do maior sistema público de transplantes do mundo. Somente a aviação pode alcançar localidade mais distantes com a agilidade necessária para salvar vidas”, disse Noman.
Ao transportar um órgão para transplante, as aeronaves recebem prioridade absoluta para pouso e decolagem, garantindo a eficiência da operação. Os órgãos são transportados com cuidados especiais pela tripulação e, em muitos casos, acompanhados por equipes médicas.
“Para que essa complexa operação funcione é necessária a participação de muitos”, ressaltou o presidente da ABEAR. “O transporte de órgãos e tecidos é um esforço coletivo em que a participação de cada membro das organizações envolvidas faz a diferença”, acrescentou Noman, destacando a atuação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, da Agência Nacional de Aviação Civil, Infraero e aeroportos concessionados.
Histórico recente
Entre 2021 e 2025, as empresas aéreas transportaram gratuitamente 24,4 mil órgãos e tecidos. Nesse período, rins (16%), córneas (13%), medula (9%) e ossos (8%) foram os itens mais trasladados. Ao longo desses cinco anos, esse número cresceu 24,5%, saindo de 4.432 para 5.520.
O grande salto ocorreu em 2024, quando as companhias transportaram 5.528 itens. Esse movimento refletiu o crescimento de 21% do número de transplantes realizados no Brasil entre 2022 e 2025, quando foi batido o recorde de 31 mil transplantes, superando o período pré-pandemia, de acordo com o Ministério da Saúde.
Os números são resultado de um esforço conjunto do Ministério da Saúde, das companhias aéreas e da Força Aérea Brasileira (FAB). No total, foram 4.808 voos das companhias privadas e da FAB que fizeram o transporte de órgãos e das equipes de captação.
