Segundo o governo federal, investimentos em aeroportos regionais já somam R$ 1 bilhão.
Da esquerda para a direita: Matheus Motta (ABEAR), Marcio Maffili (Secretaria de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos), Fred Abrão, especialista em Regulação de Aviação Civil da ANAC, Tony Mesquita, CEO do grupo TW8) e Marco Antônio Migliorini, CEO da Centro-Oeste Airports.
(fonte: ABEAR; foto: Divulgação)
Os investimentos do governo federal na infraestrutura dos aeroportos regionais somaram R$ 1 bilhão em 2025. Outro montante do mesmo valor está reservado para obras após a conclusão dos estudos e projetos em andamento. Ao final, 57 aeroportos terão sido beneficiados. Desse total, dez já tiveram as obras concluídas e 29 estão com os trabalhos em execução. Os números foram apresentados hoje (25/09) por Márcio Maffili, diretor do Departamento de Infraestrutura da Secretaria de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos no Aviation Infra Summit (AIS) 2026, promovido pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), em São Paulo. “O interior do Brasil se desenvolve, mas o avião ainda não chegou”, disse.
Hoje, a aviação comercial brasileira atende 121 destinos regionais. O segmento responde por 10% dos 129,6 milhões de passageiros transportados no Brasil em 2025. “Além de induzir o desenvolvimento e reduzir as distâncias, os aeroportos são equipamentos ainda mais poderosos no interior, desempenhando papel nas áreas de saúde, segurança pública e possibilitando o atendimento em situações de calamidade”, ressaltou Marco Antônio Migliorini, CEO da Centro Oeste Airports, concessionária dos aeroportos de Cuiabá e de outras três cidades do Mato Grosso.
Em paralelo ao investimento em infraestrutura, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) trabalha na modelagem de uma regulação que permita “níveis de segurança equivalentes aos dos grandes aeroportos a partir de uma fiscalização mais racional”, nas palavras do especialista Fred Abrão. Essa modelagem inclui desde o porte das aeronaves aos requisitos de infraestrutura aeroportuária.
“O enfretamento desses desafios pode transformar a aviação regional e ampliar um mercado que só tende a crescer, impulsionado pelo agronegócio, a mineração e o turismo”, afirmou Matheus Motta, consultou da ABEAR, que mediou o painel.
