Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro (foto: Daniel R.Carneiro / DRC Imagem)

Tráfego aéreo na América Latina e no Caribe cresceu 2,7% em maio

Aviação Aviação Comercial

(fonte: ALTA — Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo)

Em maio de 2026, o tráfego aéreo de passageiros com origem, destino ou dentro da América Latina e do Caribe atingiu 38,7 milhões de passageiros, um crescimento de 2,7% na comparação anual, equivalente a 1,02 milhão de passageiros adicionais. O resultado representa uma recuperação em relação a abril, quando o crescimento desacelerou para 1%, embora permaneça abaixo do ritmo observado durante o primeiro trimestre.

Assim como nos meses anteriores, o crescimento voltou a se concentrar nos mercados domésticos e intrarregionais, enquanto o tráfego entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe completou três meses consecutivos de retração.

Resumo dos indicadores

  • A capacidade, medida em assentos-quilômetros disponíveis (ASK), cresceu 2,6% na comparação anual.
  • A demanda, medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK), aumentou 3,2%.
  • O fator médio de ocupação atingiu 83,6%, ficando 0,5 ponto percentual acima do registrado em maio de 2025.

Tráfego aéreo em maio de 2026: principais resultados

  • O tráfego aéreo regional atingiu 38,7 milhões de passageiros em maio.
  • O volume cresceu 2,7% em relação a maio de 2025, equivalente a 1,02 milhão de passageiros adicionais, recuperando parte do ritmo perdido em abril.
  • O crescimento voltou a se concentrar dentro da região.
  • O tráfego doméstico aumentou 4,0% e o internacional intrarregional cresceu 3,4%, enquanto o extrarregional avançou apenas 0,1%.
  • O tráfego entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe completou três meses consecutivos de retração.
  • Em maio, o volume diminuiu 1,2%, limitando o crescimento do segmento extrarregional.
  • O Panamá manteve o maior crescimento entre os principais mercados da região. O país atingiu 1,95 milhão de passageiros, uma alta de 15,7%, completando cinco meses consecutivos de crescimento de dois dígitos.
  • O Brasil recuperou parte do impulso perdido em abril, enquanto a Colômbia manteve um crescimento equilibrado. O Brasil cresceu 2,5%, enquanto a Colômbia registrou alta de 5,5%, com expansão tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
  • México e Argentina apresentaram desempenhos opostos em seus mercados doméstico e internacional. No México, o crescimento do mercado doméstico, de 2,2%, não compensou a queda de 4,2% no internacional. Na Argentina, ocorreu o contrário: o tráfego internacional cresceu 8,1%, enquanto o doméstico caiu 12,1%, levando o país a registrar sua primeira retração do ano.

“Apesar de um ambiente global mais desafiador, a demanda por transporte aéreo na América Latina e no Caribe continua demonstrando força. Os resultados dos primeiros cinco meses do ano refletem um crescimento sustentado, impulsionado principalmente pelos mercados domésticos e intrarregionais, enquanto a conectividade continua se expandindo com novas rotas. Para manter essa tendência, será fundamental contar com políticas que promovam a competitividade, o investimento e o desenvolvimento da infraestrutura. Somente assim poderemos continuar fortalecendo a conectividade aérea e aproveitar todo o potencial da aviação para impulsionar o crescimento econômico e social da região”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.

A análise completa, incluindo informações detalhadas por país, mercados internacionais, novas rotas e dados sobre o ambiente de custos, combustível e tráfego aéreo, está disponível no Relatório de Tráfego da ALTA — maio de 2026:
https://cdn-alta-content.s3.sa-east-1.amazonaws.com/publications/tr-detallado-may_2026_esp-1-7860.pdf

Glossário

– RPK — Revenue Passenger Kilometers (passageiros-quilômetros pagos): número de passageiros pagantes transportados multiplicado pela distância percorrida.

– ASK — Available Seat Kilometers (assentos-quilômetros disponíveis): número de assentos disponíveis para venda multiplicado pela distância percorrida.

– Fator de ocupação: obtido pela divisão dos RPK pelos ASK.

Nota metodológica

Neste documento, a região da América Latina e do Caribe (LAC) é definida como a soma da América do Sul, América Central, Caribe e México. Essa definição é utilizada de maneira consistente em todas as análises de tráfego regional e internacional.

São considerados voos domésticos aqueles realizados dentro de um mesmo país. O tráfego internacional é classificado em dois grandes segmentos:

Tráfego internacional intrarregional: voos entre países da América Latina e do Caribe, como Argentina–Brasil ou México–Colômbia.

Tráfego internacional extrarregional: voos entre a América Latina e o Caribe e outras regiões do mundo, como América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio ou África.

Sobre a ALTA (www.alta.aero)

A ALTA é uma associação privada sem fins lucrativos que atua a serviço da indústria aérea e tem como objetivo desenvolver uma aviação mais segura, eficiente e sustentável na América Latina e no Caribe. A ALTA coordena esforços colaborativos em toda a cadeia de valor, maximizando o impacto da aviação no crescimento econômico e social da região, em benefício da indústria, dos países e das populações atendidas pelo transporte aéreo.