{"id":8656,"date":"2026-08-19T20:00:00","date_gmt":"2026-08-19T23:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/?p=8656"},"modified":"2026-10-05T18:11:02","modified_gmt":"2026-10-05T21:11:02","slug":"eugenio-c-60-anos-a-costa-brasileira-teve-seu-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/2026\/08\/19\/eugenio-c-60-anos-a-costa-brasileira-teve-seu-rei\/","title":{"rendered":"Eugenio C, 60 anos. A costa brasileira teve seu Rei!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era setembro de 1966 quando sua proa, elegante como poucas na ind\u00fastria naval, apontou na ba\u00eda da Guanabara. Nascia a rela\u00e7\u00e3o de amor e fidelidade entre o majestoso Eugenio C e o Brasil, que durou 30 anos exatos. O projeto da espetacular embarca\u00e7\u00e3o, comissionado pela ent\u00e3o Costa Armatori &#8211; ainda uma familiar e pr\u00f3spera companhia italiana &#8211; ao Cantieri Riuniti dell\u2019Adriatico, marcava a transi\u00e7\u00e3o das viagens de linha regular para o ainda embrion\u00e1rio segmento de cruzeiros de f\u00e9rias. A avia\u00e7\u00e3o comercial j\u00e1 apresentava n\u00fameros massivos e dominava o transporte de passageiros nas longas dist\u00e2ncias, que sustentara por d\u00e9cadas os gigantes dos mares. Assim, nascia \u201co navio que antecipa o futuro\u201d, seu slogan de lan\u00e7amento. Um transatl\u00e2ntico facilmente adapt\u00e1vel \u00e0s necessidades da crescente demanda de lazer sobre as ondas, como ficou de fato demonstrado nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-5cc75296 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_007.png\" alt=\"Eugenio C na Ba\u00eda de Guanabara, Rio de Janeiro (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8668\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Os rebocadores lan\u00e7avam seus jatos de \u00e1gua ao alto, manifestando a alegria de receber o mais novo navio italiano. As imagens resgatadas em preto e branco trazem ao fundo a t\u00edpica geografia carioca, com o Corcovado e o P\u00e3o de A\u00e7ucar ainda parcialmente cobertos pela neblina da alvorada. Proveniente de Lisboa e com destino final Buenos Aires, ele vinha com seus 1650 leitos praticamente ocupados. Nenhuma das 510 cabines vazia. Daquela travessia inaugural em diante, foram muitas dezenas de regulares viagens transatl\u00e2nticas at\u00e9 finais da d\u00e9cada de 1970 &#8211; a partir dessa \u00e9poca, come\u00e7aram os cruzeiros. O Eugenio C atracava nos pieres de Santos e do Rio de Janeiro todos os meses. Era conhecido como o \u201cfita azul\u201d da rota atl\u00e2ntica, o mais veloz entre os diversos que uniam a Am\u00e9rica do Sul \u00e0 Europa. Em apenas 7 dias chegava a Lisboa, onde sua velocidade de 28 n\u00f3s e a autonomia de combust\u00edvel eram respons\u00e1veis pela fa\u00e7anha. Para refer\u00eancia, os navios de hoje costumam navegar numa m\u00e9dia de apenas 18 a 20 n\u00f3s. O conceito \u00e9 outro, deixaram de ser meio de transporte, e tornaram-se destino de f\u00e9rias. Os \u201cpassageiros\u201d, consequentemente, tornaram-se \u201ch\u00f3spedes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-e3175b14 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_005.png\" alt=\"Eugenio C (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8666\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Nos anos 1970, o Eugenio C j\u00e1 protagonizou alguns cruzeiros longos e de grande prest\u00edgio, como voltas ao mundo e p\u00e9riplos da \u00c1frica, sempre a partir de G\u00eanova. Passagem curiosa no entanto costumava acontecer nas escalas do navio no porto carioca: o Ministro da Fazenda da \u00e9poca, Delfim Netto, conhecido cultuador de finos h\u00e1bitos gourmet, agendava reuni\u00f5es na cidade naqueles dias, vindo de Brasilia, e sua assessoria conseguia marcar almo\u00e7os a bordo. Naqueles tempos, havia elevadas taxa\u00e7\u00f5es governamentais \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios estrangeiros. O ministro glut\u00e3o, em mesa ricamente posta na \u201cSala da Pranzo Flauto Magico\u201d, se fartava com os antepastos, as massas, o prato principal, as sobremesas, os queijos, o caf\u00e9 espresso e os licores \u2013 todos vindos da It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Espanha. Produtos n\u00e3o encontrados aqui, portanto. J\u00e1 no in\u00edcio da d\u00e9cada seguinte, o Eugenio C fazia suas primeiras temporadas tur\u00edsticas sazonais na Am\u00e9rica do Sul, zarpando da Argentina e do Brasil rumo \u00e0 Fl\u00f3rida e o Caribe, e ainda \u00e0 Terra do Fogo. Aos poucos foram se tornando frequentes os cruzeiros de Natal, Reveillon e f\u00e9rias de ver\u00e3o entre Santos, Rio e Buenos Aires \u2013 onde a nave costumava pernoitar e assim permitir a agentes de viagens, autoridades e convidados jantarem a bordo e passar algumas horas nos elegantes sal\u00f5es Rubino, Opale e Turchese, ao som das orquestras italianas. O mito dos mares ia assim sendo cultivado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-eea410d3 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_003.png\" alt=\"Eugenio C (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8664\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Na segunda metade dos anos 1980, a opera\u00e7\u00e3o de cruzeiros de cabotagem por navios estrangeiros foi proibida no Brasil pela Sunamam \u2013 Superintend\u00eancia Nacional da Marinha Mercante, e durante alguns anos o mercado local ficou estagnado. Que empresa arriscaria vender s\u00f3 viagens internacionais? Seria l\u00f3gico troc\u00e1-las por outros destinos como o pr\u00f3prio Mediterr\u00e2neo ou o Caribe, ocupando assim suas embarca\u00e7\u00f5es e tripula\u00e7\u00f5es. Pois a armadora italiana propriet\u00e1ria do Eugenio C n\u00e3o titubeou: enviou para c\u00e1 a estrela de sua frota, que realizou apenas trajetos tocando portos estrangeiros \u2013 driblando a cabotagem, portanto \u2013 e manteve-se fiel ao p\u00fablico brasileiro, que n\u00e3o ficou sem essa op\u00e7\u00e3o de turismo nas f\u00e9rias. Foram operados alguns roteiros \u00e0 regi\u00e3o do Prata, o tradicional grande tour ao Caribe, \u00e0 Terra do Fogo, e at\u00e9 outros \u00e0 Bahia \u2013 que antes de regressar ao Rio e Santos, esticavam a rota at\u00e9 a capital argentina! Assim, ao inv\u00e9s de durarem os habituais 7 ou 8 dias, levavam 13 dias. E ainda assim vendiam bem, a despeito de custarem quase o dobro pela maior dura\u00e7\u00e3o. Certamente nenhum outro navio na \u00e9poca seria capaz de viabilizar economicamente uma temporada por aqui. O Eugenio C tinha p\u00fablico fiel como nenhum outro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-69500dba wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_001.png\" alt=\"Eugenio C na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8662\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Em suas tr\u00eas d\u00e9cadas dedicadas ao Brasil, protagonizou in\u00fameros epis\u00f3dios marcantes. Teve participa\u00e7\u00e3o especial no longa metragem \u201cRoberto Carlos em ritmo de aventura\u201d, de 1967 \u2013 na principal cena do filme, o helic\u00f3ptero pilotado pelo ent\u00e3o rei da juventude sobrevoava o navio, exibindo panoramicamente toda sua beleza e grandiosidade. Era seu primeiro ano por aqui, a visibilidade marcou seu nome e sua imagem junto ao grande p\u00fablico. Em sua trajet\u00f3ria em nossas \u00e1guas, foi loca\u00e7\u00e3o de outros filmes e novelas. Entre eles, destaque para \u201cVai trabalhar, Vagabundo II \u2013 A Volta\u201d, de 1989, com Hugo Carvana, Marieta Severo, Chico Buarque e grande elenco, que agitou o porto carioca na produ\u00e7\u00e3o de suas cenas finais. O m\u00e9dia metragem infantil \u201cUm cruzeiro atrapalhado\u201d, produzido para a TV em 1988, teve farta exibi\u00e7\u00e3o em canais abertos nos anos seguintes. A novela de \u00e9poca \u201cSalom\u00e9\u201d, campe\u00e3 de audi\u00eancia da TV Globo em 1991, levou elenco estrelado a bordo: Patricia Pillar, Suzy Rego, Carlos Alberto, Rubens de Falco, Mateus Carrieri, Fl\u00e1via Monteiro, entre outros. Sua reinaugura\u00e7\u00e3o depois de grande reforma e restyling em 1987 foi marcada por glamuroso evento na orla carioca, com show pirot\u00e9cnico de fogos de artif\u00edcio na praia e em balsas na \u00e1guas tranquilas da \u201cprincesinha do mar\u201d, simulando uma festa de Reveillon fora de \u00e9poca (aconteceu em meados de dezembro, semanas antes da virada de ano). Uma espetacular regata com cerca de 100 veleiros oce\u00e2nicos teve sua largada dada pelos apitos da chamin\u00e9 do navio em Copacabana, em 1988 \u2013 a praia lotada vibrava com a cena. Dezenas de equipes de TVs estiveram gravando mat\u00e9rias a bordo dele nos anos 1980 e 1990. Sempre mostrando o alto padr\u00e3o de servi\u00e7os e entretenimento oferecidos \u2013 e nesse quesito, memor\u00e1veis shows foram apresentados em seus sal\u00f5es e teatro: Toquinho, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, Nora Ney, Maria Creuza, Carlinhos Vergueiro, C\u00e9lia, Traditional Jazz Band, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-14685276 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_002.png\" alt=\"Eugenio C (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8663\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Naturalmente, houve tamb\u00e9m epis\u00f3dios adversos, alguns bastante medi\u00e1ticos. A colis\u00e3o com um contra torpedeiro da Marinha brasileira cancelou o cruzeiro de Reveillon de 1984\/85, gerando vultoso preju\u00edzo mas nenhuma v\u00edtima; um misterioso furto de j\u00f3ias numa das su\u00edtes de luxo durante um cruzeiro ao Caribe; o desaparecimento (jamais esclarecido) de um h\u00f3spede na \u00faltima noite de viagem a Buenos Aires, para desespero de seus pais e irm\u00e3, com quem dividia a cabine; o encalhe no Rio Mississipi a caminho de New Orleans, que atrasou por dois dias a continua\u00e7\u00e3o de cruzeiro ao Caribe; um imprevisto black-out que danificou toda sua parte el\u00e9trica durante a manobra de partida da travessia Santos-G\u00eanova, em 1995. E alguns outros pequenos incidentes, que terminaram por n\u00e3o arranhar a imagem de excel\u00eancia que este \u00faltimo representante da era dos transatl\u00e2nticos dos anos dourados deixou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-abd2ae80 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_006.png\" alt=\"Eugenio C na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8667\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br>Depois de sua aposentadoria da frota italiana, a pr\u00f3pria armadora ingressou na era dos meganavios &#8211; como de resto suas concorrentes europ\u00e9ias e norte americanas. Passou a contar mais o gigantismo, a tecnologia, as atra\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de parques de divers\u00f5es \u2013 cinema 4D, simuladores de F\u00f3rmula 1, tobo\u00e1guas, piscinas de ondas para a pr\u00e1tica de surf, pistas de boliche. Sinal dos tempos, e da massifica\u00e7\u00e3o dos cruzeiros. Em cr\u00f4nica publicada na Folha de S\u00e3o Paulo em dezembro de 1996, o not\u00e1vel escritor Carlos Heitor Cony, amante do Eugenio C e de suas travessias, sintetizou em lapidares frases a sensa\u00e7\u00e3o de testemunhar seu fim: \u201cO Eugenio C chegava de sua \u00faltima viagem e estava atracado num dos p\u00ederes do porto de G\u00eanova. Funcion\u00e1rios tiravam aparelhos eletr\u00f4nicos de bordo, esvaziando suas entranhas. Mo\u00e7as e rapazes da tripula\u00e7\u00e3o desciam de suas escadas, chorando. Imenso em sua brancura, o gigante se preparava para o funeral dos navios, o crep\u00fasculo dos deuses\u201d. O t\u00edtulo do texto de Cony \u2013 \u201cEugenio C flutua na mem\u00f3ria\u201d \u2013 continua atual. N\u00e3o houve e certamente n\u00e3o haver\u00e1 outro navio como ele. Quem viver, n\u00e3o ver\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-image uagb-block-2c942808 wp-block-uagb-image--layout-default wp-block-uagb-image--effect-static wp-block-uagb-image--align-none\"><figure class=\"wp-block-uagb-image__figure\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aviacaocruzeiroseturismo.net\/news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/news_EugenioC_008.png\" alt=\"Reveillon a bordo do Eugenio C (foto: Costa Crociere)\" class=\"uag-image-8669\" width=\"1024\" height=\"683\" title=\"\" loading=\"lazy\" role=\"img\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u00a0<br><em>Nascido em S\u00e3o Paulo em 1958, <strong>Francisco Ancona Lopez<\/strong> \u00e9 publicit\u00e1rio e consultor de marketing. Atuou em turismo e cruzeiros mar\u00edtimos durante 40 anos, muitos deles como consultor de marketing na Costa Crociere. Trabalhou com os pioneiros da ind\u00fastria, comandou eventos e a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e formou montou equipes de artistas e tripulantes. Al\u00e9m disso, liderou iniciativas como o desenvolvimento e implanta\u00e7\u00e3o de novos roteiros e o lan\u00e7amento e populariza\u00e7\u00e3o dos cruzeiros tem\u00e1ticos no Brasil. \u00c9 o autor do livro <strong>Mem\u00f3rias do Deck<\/strong>, a mais completa obra j\u00e1 editada sobre a hist\u00f3ria dos cruzeiros mar\u00edtimos no pa\u00eds. O livro \u00e9 uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria para os amantes e pesquisadores do turismo mar\u00edtimo. Para adquiri-lo, <a href=\"https:\/\/garoalivros.com.br\/memoriasdodeck\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/garoalivros.com.br\/memoriasdodeck\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>acesse o site da editora Garoa Livros<\/strong><\/a>. E acompanhe mais hist\u00f3rias e curiosidades sobre cruzeiros mar\u00edtimos na <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/memoriasdodeck\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/memoriasdodeck\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>p\u00e1gina do Francisco no Instagram<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era setembro de 1966 quando sua proa, elegante como poucas na ind\u00fastria naval, apontou na ba\u00eda da Guanabara. Nascia a rela\u00e7\u00e3o de amor e fidelidade entre o majestoso Eugenio C e o Brasil, que durou 30 anos exatos. 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